Inspiração: Joia Rara

Se tem uma coisa em que a Globo capricha nas novelas, sem dúvidas é no figurino. As novelas de época são muito bem retratadas por meio deles e com Jóia Rara não foi diferente: todas as personagens vestiam roupas deslumbrantes e algumas bem fáceis de copiar! O figurino da novela é inspirado nos anos 30 e 40, com direito a muito glamour, casquetes e cintura marcada. O batom vermelho, as unhas meia-lua e os cabelos cacheados não foram deixados de lado. Mariana Ximenes interpretou um papel magnífico e, como sempre, maravilhosa, me lembrou muito a Marilyn fisicamente. Além dela, todas as outras personagens vestiram figurinos impecáveis que devem ser lembrados e, é claro, copiados!

Se cada personagem pode ser reduzido a um adjetivo, o papel de Mariana Ximenes se reduziria ao glamour. Todas suas combinações tinham ao menos uma peça brilhante (na maioria das vezes douradas), seja nos fios da camisa ou na roupa inteira. Para a época, Aurora sem dúvidas foi uma mulher de personalidade forte e muito ousada, se inspirando em atrizes hollywoodianas como Rita Hayworth e é claro, no tão conhecido Moulin Rouge. E nem mesmo no casamento deixou os brilhos de lado! O vestido assinado pelo estilista Samuel Cisnaski tem cauda dupla e é todo de tule, com muita renda e bordados. Sua marca registrada também é a unha meia-lua (feita com esmalte branco por baixo e preto por cima) e o cabelo sempre platinado. (Mais fotos e informações aqui e aqui)

É fácil perceber que o figurino da personagem Iolanda (interpretada por Carolina Dieckmann) tem muitos, muitos vestidos de veludo. Segundo a figurinista Marie Salles para a Globo Show, ela entende que "Iolanda é a boneca de Ernest. Ele compra suas roupas e suas jóias. Para dar uma impressão de prisão, as roupas são justas e os cabelos são presos. Tudo sem muito movimento. Os vestidos justos não eram comuns na época, mas foram escolhidos para dar esse clima de claustrofobia." Tudo muito bem pensado, né? Não sei porque mas esses modelos, principalmente por serem de veludo, me dão agonia mesmo! O figurino foi inspirado em socialites dos anos 40 e a maioria deles possuem detalhes drapeados e ombreiras. Um acessório que a personagem adora, sem dúvidas são os casquetes! Assim como Aurora, ela também é adepta das unhas meia lua e do batom vermelho. (Mais fotos e informações aqui.)

O figurino de Lola Gardel (Leticia Spiller) foi inspirado em estrelas do cinema como Jean Hallow e Carmen Miranda! Sempre muito extravagante, os vestidos de babados são os preferidos da personagem - e claro, sempre muito coloridos. A cintura marcada e os acessórios de cabeça também são obrigatórios! Lola adora misturar cores e muitos acessórios gigantescos e consegue não ficar cafona. A dica é sempre misturar cautelosamente pra ficar linda ao invés de pecar :) (Mais fotos e informações aqui.)

Sempre com roupas escuras e mix de décadas, a calça pantalona, saia lápis, tailleur estruturado e basques (atualmente conhecidos como peplum) são alguns dos itens preferidos da vilã Silvia (interpretada por Nathalia Dill). O figurino usado pela atriz que foi inspirado nas estilistas Coco Chanel e Elsa Schiaparelli bem como nas atrizes de Hitchcock, também conta com ombros estruturados e cintura marcada. Os tons sempre escuros servem para representar o quão fria e calculista Silvia é. Olhos escuros, batons vinho, francesinha invertida com pontas vermelhas e coques simples também fazem parte do visual. Pra copiar, estampas inspiradas no art déco e pantalona podem ser usados no dia-a-dia sem medo de errar! (Mais fotos e informações aqui e aqui.)

Apesar de nunca ter assistido a sequer um capítulo da novela, não tenho como negar que gosto do figurino porque é impossível! Tudo muito bem pensado e combinado de acordo com a personalidade de cada personagem, o que torna tudo muito real e maravilhoso. Quem não conhecia a novela ou nunca chegou a procurar nada, sem dúvidas vai ficar louca por tudo! No site da Globo existem várias páginas sobre o estilo dos personagens e inclusive alguns capítulos então não tem como deixar de lado!

Espero que tenham gostado da dica e peço um milhão de desculpas por tanto tempo sem postar! Estou cursando o último ano do Ensino Médio e tenho muito trabalho e lição pra fazer, o que acaba limitando muito o meu tempo. Acredito que assim que apresentar tudo o que devo, conseguirei escrever mais aqui.

Beijocas e até a próxima ♥

Vestido floral

Há um ano atrás eu entrei no curso de Modelagem, Corte e Costura e sem dúvidas foi a melhor coisa que fiz em toda a minha vida! Meu interesse começou em 2011 quando comecei a customizar minhas roupas e ganhei minha primeira máquina de costura. Depois disso, eu precisava aprender a costurar... Os cursos só atendem alunos a partir dos 16 (na época eu tinha 14) e tive que esperar um pouco até conseguir achar alguém pra me ensinar. Minhas aulas são particulares, eu escolho o modelo e nós fazemos todo o processo. Por ter a liberdade de escolher os modelos do jeito que quero, procuro sempre modelar peças antigas e é por isso que amo infinitamente costurar! Escolher o modelo e o tecido é perfeito pra quem não gosta de nada ou nada serve nas lojas de departamento ♥

E bem, em um ano de aula já deu pra aprender bastante coisa (que se for parar pra pensar, ainda não aprendi nada) e já costurei bastante coisa também! Agora, pretendo compartilhar sobre minhas costuras com vocês. 

Bem, esse vestido é uma das minhas costuras mais recentes e é todo feito de algodão! A blusa é transpassada e com gola, que combina com os botões e com o cinto. Escolhi a saia lápis porque ainda não tinha feito nenhuma tão comprida além de ser marca registrada dos anos 40! E por ser saia lápis, tem uma pequena fenda transpassada nas costas. O cinto é com o mesmo tecido da gola e foi forrado por nós.


A inspiração pro vestido foram as lojas retrô que vendem vestidos estampados com a gola lisa como na Blame Betty, por exemplo. Além disso, a bolsa também é criação minha! Fiz o molde e usei a técnica de cartonagem pra forrar a bolsa (com a pequena diferença de que usei couro do lado de fora) e enfeitei com fita de cetim preta e cerejas de pedras. O scarpin maravilhoso de camurça é Arezzo e é um dos meus preferidos!

Enfim, espero que curtam minha criação e qualquer sugestão pros próximos posts é super válida, assim como as críticas. Se alguém tiver alguma dúvida sobre alguma coisa que fiz é só perguntar que respondo com o maior carinho!

Beijos e até a próxima!

Tutorial: burlesque pasties



Em seu livro, Dita Von Teese aponta os pasties brilhantes como o primeiro item da lista Burlesque Costume musts! e é por isso que o tutorial de hoje é destinado à eles. Afinal, os pasties e os tapa-sexo são itens indispensáveis na dança burlesca e têm o poder de fazer qualquer mulher se sentir maravilhosa!

Material:
- Papelão para cartonagem
- Retalho de feltro
- Cola quente
- Fita de cetim larga (ou outro tecido fino)
- Fio de paetês ou cordão de São Francisco (para o tutorial, usei 2m de fio)
- Pingente de seda (caso não encontre pra vender, no final do post tem um tutorial!)
- Compasso, régua, lápis, fita adesiva e fita métrica

Com a fita métrica, meça o tamanho que pretende fazer o pastie e divida o valor por 2: esse valor corresponde ao tamanho da abertura do compasso. O tamanho mínimo é o tamanho da sua aréola, podendo ser um pouco maior. Se você já tem seus próprios pasties, meça do meio até a ponta. Risque o círculo no papelão e recorte, marcando o centro com um lápis.


Depois de marcar o centro, marque um outro ponto qualquer na extremidade do círculo. Meça 1,5cm e marque outro ponto. A partir daí, com a ajuda da régua, trace duas retas dos pontos ao centro e recorte.

Usando o círculo já cortado, marque o feltro com lápis ou caneta e recorte.

Situe o pingente de seda no meio do que foi cortado e cole com durex. Repita o mesmo processo no segundo pastie, sempre prestando atenção no tamanho do fio que ficou pra fora!

Agora a fase mais perigosa! Nos primeiros pasties que fiz, eu tentei grudar uma ponta do papelão à outra e, apesar de ser mais fácil de descolar, deu tudo certo. Já nessa segunda vez, eu colei meu dedo ao invés de colar o papelão e doeu horrores por causa da cola quente! Por esse motivo, é super importante que você junte as duas pontas com fita crepe antes de colar a fita de cetim (e não se preocupe em deixa-lá lá porque ela não vai aparecer). Próximo à parte recortada (no lado de dentro dos pasties), espalhe bem a cola quente e cole a fita de cetim. Para começar a colar o fio, passe cola em apenas um paetê e cole-o bem próximo ao centro. Depois, é só ir passando a cola de modo circular, seguindo o que já foi colado.

Passe a cola até chegar ao fim! Se quando o espaço do papelão estiver acabando e ainda tiver fio o suficiente, passe a cola um pouco em cima dos paetês já colados pra não precisar recortar o que sobrou do papelão (esse processo não serve pro cordão de São Francisco porque ele é muito grosso).

Assim que o pastie estiver pronto, dobre a fita de paetês pro lado interno e corte a sobra próximo ao centro. Passe um fio de cola e cole o que sobrou.

Agora passe outro fio de cola e cole uma extremidade do círculo de feltro. Espalhe a cola quente por todo o pastie até a metade (quando chegar na metade, volte pro começo e cole a outra ponta do recorte) e depois, até o fim. Se sobrar um pouco de feltro além do necessário, tire o excesso com uma tesoura e muito cuidado!

E tã-dannnnnnnn: seus pasties estão prontos!
Pra colar no seio, é só usar fita dupla-face :)

Obs.: da primeira vez que fiz os pasties, também fiz o pingente de seda (mas não fiz de seda, fiz com uma linha de crochet que tinha aqui) e não ficou muito legal porque não fica suave e com movimento como fica o de seda. Se não encontrar o pingente pra vender, é claro que você pode fazer o seu :) Fiz o meu de acordo com esse tutorial, que dá pra entender direitinho!

Espero que a explicação tenha sido clara e ter feito os pasties com o material mais fácil não foi de propósito (eu já tinha feito o outro, não ia repetir!), mas qualquer dúvida sobre os pasties de paetês ou cordão, me perguntem! Também adoraria ver o resultado dos pasties de vocês, então sintam-se a vontade pra me mandar por aqui ou por e-mail ♥ heheh

Até o próximo post!
Com carinho, Gabi Santoro.

Burlesco

Surgiu em meados de 1830, sendo descendente da Commedia dell'arte (forma de teatro de improviso realizado na Itália, muito popular entre os séculos XV e XVII) e trazendo consigo um grande componente cômico além de acrobacias, teatro com gestos (pantomina) e a dança. Como gênero teatral junto às óperas, foi uma forma das classes baixas satirizarem o entretenimento das mais altas com humor, exibindo verdadeiros shows de variedades sempre com muito exagero. Por ser uma cultura relativa às classes baixas, os locais em que eram realizados a dança ou o teatro burlesco eram não-elitistas, onde podia-se fumar, beber, manter-se em pé ou sentado nas mesas. A finalidade da dança burlesca é a arte de se despir com delicadeza e sensualidade, deixando de lado o que consideramos vulgar e ressaltando a beleza feminina.
 A britânica Lydia Thompson foi a primeira estrela burlesca, sendo fundamental na exportação do estilo junto à sua trupe British Blondes. Ixion foi seu primeiro hit, uma paródia mitológica em que mulheres vestiam colãs reveladores fazendo papel de homem. Por conta da explosão do estilo, Mabel Saintley tornou-se a primeira americana nativa. Mesmo parecendo monótono atualmente, uma singela perna a mostra já chamava muito a atenção do público, os levando à loucura!

No início dos anos vinte, a dançarina que teve destaque foi Millie DeLeon. Nesses tempos, o burlesco foi caracterizado como indecente pela mídia, o que acabou o tornando um verdadeiro fenômeno e os teatros burlescos estouraram através dos EUA. Para evitar a nudez total, as mulheres tapavam as virilhas com cordas frágeis e algo para tapar os mamilos, evitando a visita da polícia. A partir desse momento, os homens que frequentavam os teatros tinham a intenção de assistir à performance do strip-tease, deixando de lado a comédia (que não era mais tão atrativa). Menos roupa significava mais audiência. Também podemos levar em conta outros grandes nomes como Gypsy Rose Lee e Sally Rand.

No começo dos anos 30, foi a vez do teatro Windmill, localizado em Londres e criado por Laura Henderson onde lançou infinitos shows de variades que incluiam cantoras, dançarinas, showgirls e números especiais. Quando Laura resolveu imitar o icônico Moulin Rouge, o negócio explodiu. Fizeram sucessos os números em que as garotas apareciam nuas com temas como sereias e índias.

               
A década de 40 foi das pin-ups. Hollywood passava um ideal de beleza da mulher perfeita: sexy e glamurosa, devendo muito ao burlesco. Betty Grable era um verdadeiro ícone. Apesar da depressão estadunidense, algumas revistas masculinas puderam manter viva a cultura burlesca. Nesse momento, os clubes passaram a contratar estrelas para dançar e uma nova forma do burlesco surgiu. Gypsy Rose Lee, Sally Rand e Georgie Sothern formaram suas próprias companhias e fizeram turnês ao redor de todo o país, divulgando cada vez mais o estilo de dança hollywoodiano. Também foi durante esse tempo que os figurinos e coreografias se tornaram mais elaborados, contando com as apresentações de Lili ST.Cyr (com banhos de espuma nos palcos) e Evangeline (que se apresentava dentro de uma ostra).

Durante os anos 50, o corpo voluptuoso era o ideal e Marilyn Monroe se encaixava perfeitamente nisso. Ela também foi um ícone ao se tratar da comédia (remetendo muito ao estilo burlesco). Também foi durante essa década que a verdadeira pin-up Bettie Page estourou, estrelando alguns filmes burlescos.

A partir dos anos 60 até meados dos anos 90, o burlesco perdeu o sentido porque o sexo se tornou um produto fácil e os homens não sentiam mais necessidade de ir ao teatro para admirar mulheres nuas. Nos anos 90, surge uma das showgirls mais famosas que fazem renascer o burlesco: Dita Von Teese. Com sua caracterização espetacular, é muito díficil que alguma pessoa em sã consciência não admire a beleza e as curvas de Dita. Nessa década, as dançarinas Catherine D'Lish (foto) e Jo Weldon também fizeram parte do renascimento burlesco.

O que torna a dança burlesca diferente do strip-tease é o ato teatral (sempre com muita encenação não só nos gestos, mas no figurino e no cenário) e também por nunca mostrar tudo: a graça da dança é justamente sugerir, não mostrar. As dançarinas nunca ficam complemente nuas, fazendo do tapa-sexo/calcinha e dos pasties, itens indispensáveis. O burlesco também é muito democrático e não existem regras pra ser uma dançarina: pouco importa se você é magra ou gorda, bonita ou feia. O que realmente é levado em conta é a caracterização e o teatro apresentado, a dança, a arte em si. Além disso, ele te dá a possibilidade de ser quem você quer ser: uma cowgirl, uma bailarina, uma oriental... E, sem dúvidas, é um grande passo para a auto-aceitação e para o amor próprio. Seja pra você ou pra alguém, a dança burlesca revive um sentimento que muitas vezes é esquecido e deixado de lado: a sensualidade.

Espero que gostem do tema e os próximos posts terão tudo a ver com dança burlesca
Como sempre, qualquer crítica, dúvida ou sugestão é bem-vinda!
Com carinho, Gabi Santoro.

Tutorial: unhas meia-lua

Depois de uma pequena aula de história sobre elas, chegou a hora de copiar a manicure vintage mais querida! Ela pode ser feita de inúmeras formas e de cores diferentes mas, se seu intuito é parecer retrô, não dispense as unhas nuas com vermelho - forma mais clássica que possui. Preparei um tutorial bem fácil inspirado nas unhas da Dita Von Teese e que tal começarmos pelo formato das unhas?

Analisando as manicures antigas podemos perceber que nenhuma delas possui o formato quadrado (adorado por muitas) mas sim em formatos mais arredondados que, além de vintage, evitam que as unhas quebrem com facilidade! Desde que minhas unhas cresceram, mantive o formato entre Almond e Stilleto, porém tive que diminuir e deixa-las mais arredondadas porque começaram a me atrapalhar. Unhas pintadas são um grande símbolo de feminilidade e ter as unhas sempre feitas é muito bom!


Para aquelas que não têm facilidade (meu caso), o ideal é pinta-las com o auxílio de reforços plásticos pra não borrar. O material necessário consiste em reforços plásticos para fichário (vendidos em papelarias por aproximadamente 4 reais), um esmalte ou dois (dependendo de como você quer fazer) e palito/algodão/acetona para limpar as unhas. Pra quem possui o costume de usar top-coat, use-o também :)

Obs.: existem outros colantes redondinhos que podem ser usados para o mesmo fim, mas como os reforços de fichário possuem um buraquinho no meio, fica mais fácil para guiar e fazer em todas as unhas sem que o tamanho mude muito! Também vale lembrar que dependendo do tamanho que elas estão, a meia lua deve ser menor pra não ficar metade pintada e metade sem pintar.


Antes de colar as reforços, sua unha já precisa estar feita e com base! Sempre que pinto minhas unhas dessa maneira, posiciono a bolinha interna do colante na minha cutícula pra que todas fiquem do mesmo tamanho (o ideal é ir testando na sua até ver onde deve colocá-los). Depois que todos estiverem posicionados corretamente (cuidado pra que não fiquem tortos!), passe a primeira camada de esmalte e limpe os cantinhos. Se você quer deixar a meia lua de outra cor, você deve pintar a unha inteira de outra cor antes de colocar os reforços. Aí sim, você os coloca e passa o outro esmalte por cima!

Depois de passar a primeira camada de esmalte em todas as unhas, comece a passar a segunda camada. Nesse caso, a primeira foi com esmalte cremoso e a segunda com um cintilante, mas isso depende de como você quer o resultado!  Assim que passar a segunda camada, você deve limpar os cantinhos e logo tirar os reforços porque se tiver borrado e com o esmalte ainda molhado, você consegue arrumar com o palito de unhas seco! Assim que suas unhas estiverem secas, limpe os cantinhos com algodão e acetona com muito cuidado pra não borrar (eu sempre borro ou sempre gruda algodão no meu esmalte ou eu sempre esbarro em algum lugar com a unha ainda molhada e isso é trágico).

Tã-dãnnnnnnnnn!! Sua unha meia lua está pronta e deslumbrante :) É a primeira vez que uso esmalte cintilante (esse, em especial) e gostei muito do resultado. Minha inspiração foi a unha da Dita Von Teese no post sobre unhas meia lua (até deixei minhas unhas menos pontudas!), mas muitas famosas aderiram e tem muita ideia legal por aí pra copiar.

Até minha irmã resolveu aderir!

Espero que o tutorial sirva para lhes ajudar e que gostem também. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, entre em contato!

Beijos, Gabi Santoro.

Half Moon manicure

Marca registrada da dançarina Dita Von Teese, as unhas meia-lua fizeram parte do século XX a partir dos anos 20 por atrizes de Hollywood, sendo popularizada só nos anos 30, e modificada ao passar do tempo. Ao longo do século XIX os avanços tecnológicos seguiam um rumo implacável e surgiram dois fenômenos distintamente americanos: os carros e os filmes. Por volta de 1920, as tintas automotivas foram adaptadas para as unhas e uma indústria nasceu.

Nós mulheres sabemos o quão difícil é manter as unhas pintadas por mais de uma semana, principalmente por dois motivos: a cutícula cresce e empurra o esmalte ou elas descascam pelas pontas. E esse foi o principal motivo pelo qual a unha meia-lua se tornou tão adorada! Quando pintamos as unhas com esse formato, sem encostar nas cutículas, elas crescem e não estragam o esmalte, que aos poucos vai se soltando e, por isso, duram mais de uma semana. Além do mais, mesmo que o esmalte perto da cutícula não se solte, fica muito claro quando reparam na sua unha que ela cresceu; enquanto com esse modelo, isso torna-se imperceptível. Durante os anos 20 e 30 também era comum que a ponta da unha não fosse pintada porque também evitava que o esmalte fosse descascado.

O formato meia-lua (ou Reverse French manicure) se dá ao fato da unha toda ser pintada exceto uma parte perto das cutículas, onde a meia-lua se forma. Em algumas pessoas, a meia-lua da própria unha é bem aparente e, na hora de pintar, pode servir de guia para a manicure. Geralmente as unhas ficam nuas ou apenas com base, mas também existem alguns que pintam a meia-lua de outra cor (porém, é claro, o truque para que o crescimento da cutícula não prejudique o esmalte não funciona). Quando tornou-se popular, as cores mais usadas eram vermelho e marrom.

Existem duas formas de alcançar o modelo: uma delas possui a ajuda de círculos colantes e a outra, que requer mais prática, é feita sem a ajuda deles; porém, todo cuidado é pouco! Se a meia-lua é torta, irregular ou ficou no lugar errado, a manicure pode ser arruinada e todo o processo deve ser feito novamente. Muitas celebridades usaram esse tipo de manicure, que continua em alta até hoje.

  
 (Dita Von Teese, Bette Davis, Carole Landis)

Depois dessa pequena aula de história sobre unhas half-moon, que tal um tutorial? Mas é claro, isso é assunto para um próximo post :)



Com amor, Gabi Santoro.

Acessórios de cabeça!

Uma das coisas mais marcantes que eram usadas em tempos atrás, sem dúvidas, foram os acessórios de cabeça: turbante, casquete, laços, flores, chapéus, echarpes... Eles trazem muita feminilidade, além de ser um item muito elegante e que pode ser produzido de inúmeras maneiras, mudando o tecido, o corte; enfim, não existem desculpas para não usar. Porém, tudo nessa vida tem explicação e venho por meio deste explicar como e porquê esse itens se tornaram tão populares no século XX.

Echarpes:
      
 Sempre estiveram presentes no século XX mas tornaram-se um sucesso de fato na década de 40, quando a Hérmes virou sinônimo de echarpes quadradas com estampas em estilo cartão-postal. Foi mais ou menos nessa época que as chamadas Land Girls (mulheres que serviam na Segunda Guerra) e os rockabillies americanos (50's) começaram a usá-las no cabelo. De comprimentos mais longos, as echarpes estampadas com inspiração oriental tornaram-se parte do look boêmio dos anos 60 e 70. Usadas também por celebridades como Grace Kelly, os modelos eram geralmente produzidos de seda ou algodão e eram usados com tudo, desde vestidos até os macacões Land Girl. Atualmente, as echarpes podem ser usadas no cabelo, no pescoço ou até mesmo na bolsa, servindo de enfeite.

Turbante:
    
Tradicionalmente feito a partir de uma longa echarpe de seda ou cetim (para a noite), algodão (para uso diário) e até mesmo de chita e organdi, o turbante ganhou destaque pela primeira vez no século XX quando Paul Poiret criou turbantes combinados com calças saruel e túnicas de inspiração oriental. Na década 40, foram usados para que o cabelo das operárias não ficassem presos no maquinário da fábrica e para disfarçar o cabelo despenteado. Nos anos 60, as cores eram brilhantes, com modelos em vermelho, verde e azul. Antigamente eram usados com roupas de gola alta e estolas de pele. Atualmente, inúmeros lenços podem ser usados como turbante, dependendo da amarração; enquanto outros já são costurados no formato de turbante. O tecido escolhido deve ser combinado com o estilo que cada pessoa segue, de acordo com a década e a ocasião. Até mesmo o chapéu de frutas, usado por Carmen Miranda, era apoiado em um turbante geralmente dourado (foto).

Casquete (ou Fascinator):
      
De início, os casquetes serviam como protetor de cabeça militar e possuíam uma tira de segurança que era presa ao queixo. Mesmo sendo um item usado desde os anos 30, só em 1960 foi popularizado por Jacqueline Kennedy. Geralmente podem ser presos a cabeça por grampos de cabelo, porém ainda existem aqueles que se encaixam na cabeça como um chapéu comum e são produzidos em vários tamanhos por inúmeros tecidos, desde que sejam resistentes. Dependendo dos adereços que enfeitam o casquete, ele pode passar um ar de classe e, até mesmo, de drama. Geralmente são adornados com rendas, tule, pedras, fitas, penas e flores. Para ocasiões mais formais, as cores puras eram combinadas com a roupa. Atualmente, o clássico se dá justamente pela combinação do casquete com a peça de roupa a ser usada, mas também pode ser o adereço principal se usado com roupas simples.

Laços:
     
Muito tem a ver com o estilo bobbysoxer e o estilo preppy que foi representado, anos depois, pelo filme Grease. Não sei de onde nem porquê a moda do laço surgiu, mas sem dúvidas é um adereço muito feminino e delicado e, dependendo da forma que é usado, remete muito aos colégios americanos durante os anos 50. Podem ser feitos de inúmeros materiais: fita de cetim, algodão, feltro; como também podem ser amarrados direto no cabelo ou preso em elásticos e presilhas. Atualmente, são muito fáceis de achar e combinam com tudo, principalmente por ser um acessório comum e muito simples.
 
Flores:
    
O acessório preferido das pin-ups modernas são as flores no cabelo. Elas geralmente dão as roupas um ar de tropicalismo e lembra muito o estilo tiki, na maioria das vezes combinadas com vestidos rodados bem coloridos e com estampas tropicais. Ao contrário do casquete e do turbante, a flor combina muito com o verão e deve ser deixada de lado nos dias frios. Dependendo da cor, material e tamanho, também podem ser usadas em ocasiões mais formais e que pedem um look mais clássico, como um casamento ao ar livre. Combinadas com macacões e maiôs, servem de adereço que podem ser usados em dias ensolarados, como na praia.

Por enquanto é só! Estou adorando pesquisar mais sobre décadas passadas e isso me inspira muito. Logo, já tenho muitas ideias pra escrever aqui... Espero que gostem da primeira postagem meio que oficial e que continuem acompanhando o blog que logo menos tem post novo :)
Beijocas sabor  cereja, até mais

Sobre o blog

I'm Cherry Bang Copyright © 2013 - Designer by Papo Garota,Programação Emporium Digital